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	<title>Poesia</title>
	<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia</link>
	<description>Hoje é dia / de poesia / não dissera / quem diria?</description>
	<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 02:44:06 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
			<item>
		<title>O pescador</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/08/08/o-pescador/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/08/08/o-pescador/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 14:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Poesia</category>
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		<description><![CDATA[Estava ali, o pescador.
Sentia e conhecia o vento,
Conversava com os peixes;
Tinha o oceano, o mar nos olhos.
Tinha a alma azul do mar, do céu,
E o coração batia como onda;
Seu sangue, uma corrente salgada,
Carregava ar como se água fosse.
Chorava ao voltar para a terra;
Sonhava com o mar, com o vento,
Um sonho azul, de ar e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava ali, o pescador.<br />
Sentia e conhecia o vento,<br />
Conversava com os peixes;<br />
Tinha o oceano, o mar nos olhos.</p>
<p>Tinha a alma azul do mar, do céu,<br />
E o coração batia como onda;<br />
Seu sangue, uma corrente salgada,<br />
Carregava ar como se água fosse.</p>
<p>Chorava ao voltar para a terra;<br />
Sonhava com o mar, com o vento,<br />
Um sonho azul, de ar e de água;<br />
Sonhava com o lar, com saudade.</p>
<p>Um dia ele foi<br />
E não voltou mais.<br />
E sua alma descansou, feliz,<br />
Em paz.
</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Isabella</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/05/08/isabella/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/05/08/isabella/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 May 2008 19:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Poesia</category>
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		<description><![CDATA[O ar acolheu o seu choro,
O vento secou suas lágrimas.
E enquanto voava
A menina lembrava
De sua pequena história
Sem glória, tão perto do fim.
E voa a menina,
Tal como uma folha
Levada ao vento,
Caindo no outono
De um Março qualquer.
Já não lhe doíam as feridas
Nem mesmo a lembrança
De ser só criança
Num mundo ruim.
E quando aterrisa
A brisa, ferida,
Pára de soprar;
Só sobram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ar acolheu o seu choro,<br />
O vento secou suas lágrimas.<br />
E enquanto voava<br />
A menina lembrava<br />
De sua pequena história<br />
Sem glória, tão perto do fim.</p>
<p>E voa a menina,<br />
Tal como uma folha<br />
Levada ao vento,<br />
Caindo no outono<br />
De um Março qualquer.<br />
Já não lhe doíam as feridas<br />
Nem mesmo a lembrança<br />
De ser só criança<br />
Num mundo ruim.</p>
<p>E quando aterrisa<br />
A brisa, ferida,<br />
Pára de soprar;<br />
Só sobram os gritos,<br />
Rugidos, sirenes,<br />
Só resta a lembrança<br />
Do mundo criança<br />
Num mundo sem glória,<br />
Sem história,<br />
Carente<br />
De amor<br />
E de paz.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desastre menino</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/03/14/desastre-menino/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/03/14/desastre-menino/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 19:47:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Poesia</category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Esse menino é um desastre
Esperando pra acontecer.&#8221;
E o desastre nem ouve.
Só brinca e explora
O seu próprio mundo
Relevando o nosso.
Desastre que cria,
Que faz, que acontece,
Que ri, que padece,
Desastre inocente,
Carente de amor;
Desastre menino
Um dia desastre
Pra um mundo caído,
Repleto de dor;
Desastre ao ser livre
Num mundo cativo,
Desastre ao ser bom
Nesse mundo de horror.
E cresce o desastre,
Já homem menino;
Não segue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Esse menino é um desastre<br />
Esperando pra acontecer.&#8221;</p>
<p>E o desastre nem ouve.<br />
Só brinca e explora<br />
O seu próprio mundo<br />
Relevando o nosso.<br />
Desastre que cria,<br />
Que faz, que acontece,<br />
Que ri, que padece,<br />
Desastre inocente,<br />
Carente de amor;<br />
Desastre menino<br />
Um dia desastre<br />
Pra um mundo caído,<br />
Repleto de dor;<br />
Desastre ao ser livre<br />
Num mundo cativo,<br />
Desastre ao ser bom<br />
Nesse mundo de horror.</p>
<p>E cresce o desastre,<br />
Já homem menino;<br />
Não segue o cinismo<br />
A lhe rodear.<br />
Mas cria, e muda,<br />
E faz, e acontece,<br />
E ri, e padece;<br />
O amor que faltara<br />
Agora lhe sobra<br />
No bom coração.<br />
Não dura o menino,<br />
Desastre que era;<br />
Encontra o destino,<br />
Desastre pintado<br />
Nas letras da nota<br />
No fim do jornal:</p>
<p>&#8220;Desastre: Menino<br />
Ajuda um estranho<br />
No meio da noite;<br />
Ferido de morte,<br />
Perdoa o assassino,<br />
Desmaia de dor.&#8221;<br />
Desastre menino!<br />
Já brinca e explora<br />
O seu próprio mundo:<br />
Venceu pelo amor.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O tempo e o vento</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/03/14/o-tempo-e-o-vento/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/03/14/o-tempo-e-o-vento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 17:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Poesia</category>
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		<description><![CDATA[O vento só existe
Enquanto se move.
É assim que é sentido,
Só assim tem sentido;
O vento não pára.
O tempo só existe
Enquanto se move.
É assim que é sentido,
Só assim tem sentido;
O tempo não pára.
No sopro do tempo
É que alguém existe;
O ar mais o tempo,
E o vento se move;
Percebe-se o tempo
No vento sentido&#8230;
No tempo perdido,
Qual é o sentido?
No tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O vento só existe<br />
Enquanto se move.<br />
É assim que é sentido,<br />
Só assim tem sentido;<br />
O vento não pára.</p>
<p>O tempo só existe<br />
Enquanto se move.<br />
É assim que é sentido,<br />
Só assim tem sentido;<br />
O tempo não pára.</p>
<p>No sopro do tempo<br />
É que alguém existe;<br />
O ar mais o tempo,<br />
E o vento se move;<br />
Percebe-se o tempo<br />
No vento sentido&#8230;<br />
No tempo perdido,<br />
Qual é o sentido?<br />
No tempo e no vento,<br />
A vida não pára.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre o prazer e a dor II</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/01/08/sobre-o-prazer-e-a-dor-ii/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/01/08/sobre-o-prazer-e-a-dor-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 18:04:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Filosofando</category>
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		<description><![CDATA[O maior prazer
É o fim da dor.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O maior prazer<br />
É o fim da dor.
</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre o prazer e a dor</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/01/08/sobre-o-prazer-e-a-dor/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2008/01/08/sobre-o-prazer-e-a-dor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 18:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Filosofando</category>
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		<description><![CDATA[O que faço com prazer
Já não descreve
O que há em mim
Mas se é apesar da dor
Que eu o faço,
Isso sim.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que faço com prazer<br />
Já não descreve<br />
O que há em mim</p>
<p>Mas se é apesar da dor<br />
Que eu o faço,<br />
Isso sim.
</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A lua e a rua</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2007/09/09/a-lua-e-a-rua/</link>
		<comments>http://www.smalltalk.com.br/blogs/poesia/2007/09/09/a-lua-e-a-rua/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 03:18:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Prosa</category>
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		<description><![CDATA[Ontem voltei pra casa com uma companhia doce e quase ignorada: a lua cheia. Impossível não vê-la, tão branca e brilhante, no céu; e no meu carro, no caminho de volta pra casa, eu olhava ao redor, sorrindo, como quem diz &#8220;olha que lindo&#8221; &#8212; e, aparentemente, ninguém olhava pra mim ou pra ela.
Aí comecei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem voltei pra casa com uma companhia doce e quase ignorada: a lua cheia. Impossível não vê-la, tão branca e brilhante, no céu; e no meu carro, no caminho de volta pra casa, eu olhava ao redor, sorrindo, como quem diz &#8220;olha que lindo&#8221; &#8212; e, aparentemente, ninguém olhava pra mim ou pra ela.</p>
<p>Aí comecei a lembrar-me de fatos corriqueiros dos quais eu parecia ser a única testemunha. Lembrei-me do mendigo que achou uma moeda dourada e brilhante, que afagou para aumentar-lhe o brilho, guardando-a como quem guarda um tesouro; não pelo valor, nem pelo que compra, mas por bela que era em seu brilho, sua forma, sua simples existência &#8212; a moeda não como dinheiro, mas simplesmente como moeda.</p>
<p>Lembrei-me da moça num vestido simples e singelo, a correr descalça na chuva, sentindo a água no rosto, no corpo, nos pés, depois de semanas de seca; da flor solitária que caiu no banco de meu carro quando abri a porta; das folhas verdes e claras de uma árvore viçosa, no meio da avenida movimentada, balançando ao vento, intocadas pelo stress da cidade grande.</p>
<p>Lembrei-me do taxista saindo do seu carro, e abrindo o porta-malas com um ar de fascinação; tirando de lá, em seguida, uma clarineta, que tocou por alguns segundos, como quem saboreia um bom vinho &#8212; ainda que a tocasse como quem se esconde para não incomodar ninguém. E o vi guardando a clarineta enquanto murmurava a melodia que acabava de tocar, como se experimentasse com sons e memórias, esperanças e saudades, voltando feliz pra dentro do carro, quase alheio ao trânsito impiedoso e assassino que haveria de enfrentar.</p>
<p>E aí percebi que a poesia cotidiana nem sempre se nota; antes, na maior parte do tempo, simplesmente a deixamos passar, por estarmos tão ocupados, correndo, gritando, morrendo.</p>
<p>E da mesma forma deixamos passar a vida, tão clara e brilhante quanto a lua no céu, e tão passageira quanto ela. A lua, entretanto, estará cheia novamente no mês que vem, o mendigo achará outra moeda (talvez mais bela); e haverá seca e chuva, música e primavera, prosa e poesia. Mas a vida, só se perde (ou se ganha) uma vez.</p>
<p>Hoje volto pra casa com a lua de novo; lua cheia, vida cheia, e um pouco mais de poesia no peito.
</p>
]]></content:encoded>
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