11 de August de 2005
Contra o Pacifismo Irresponsável
Se os ladrões hoje em paz se multiplicam
E assassinos se nos entram pelos lares,
Se o crime se expande em nossos morros,
Nos prédios, em Brasília e em mais lugares,
Será que é ofertando a pobre ovelha
Ao lobo que sem dó se multiplica,
E ao mal que nos vigia de esguelha
Que se atenderá ao que suplica?
E queres, ó Brasil, a tua terra?
Não vês, ó vil Brasil, tua história?
Não vês que a tua fama é sem glória?
Não vês que agora mesmo estás em guerra?
A terra que é de água embebida
Também bebe o sangue, afinal;
E como diz o texto, em sangue tal
É no qual se encontra a humana vida.
Quem sabe assim regando nossa terra
Não vá mudar-se assim a nossa história?
Ou porventura há vida sem a glória?
Ou porventura há paz sem haver guerra?
E pergunto: “Em teu seio, Ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!”
Verás que um filho teu não foge à luta?
Ou não verás ninguém com a clava forte?
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