Poesia

Hoje é dia / de poesia / não dissera / quem diria?

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Contra o Pacifismo Irresponsável

Se os ladrões hoje em paz se multiplicam
E assassinos se nos entram pelos lares,
Se o crime se expande em nossos morros,
Nos prédios, em Brasília e em mais lugares,

Será que é ofertando a pobre ovelha
Ao lobo que sem dó se multiplica,
E ao mal que nos vigia de esguelha
Que se atenderá ao que suplica?

E queres, ó Brasil, a tua terra?
Não vês, ó vil Brasil, tua história?
Não vês que a tua fama é sem glória?
Não vês que agora mesmo estás em guerra?

A terra que é de água embebida
Também bebe o sangue, afinal;
E como diz o texto, em sangue tal
É no qual se encontra a humana vida.

Quem sabe assim regando nossa terra
Não vá mudar-se assim a nossa história?
Ou porventura há vida sem a glória?
Ou porventura há paz sem haver guerra?

E pergunto: “Em teu seio, Ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!”
Verás que um filho teu não foge à luta?
Ou não verás ninguém com a clava forte?

Comi Pizza… Indigestão!

Eu dormi e sonhei:
Um gato calvo e gatuno
Foi morto
Por um frango atirador.

Será a pizza
Ou a dor
De ser brasileiro?
Não sei, só sei
Que não desisto nunca
Do que é o banheiro
Da elite do povo.
E tento de novo
Dormir, e eu sonho
Com um povo sofrido
E um sapo risonho.
Um circo montado,
Perguntas ao léu,
Um povo enganado
Debaixo do céu;
O céu limpo e anil
da bandeira
do sonho
chamado Brasil.

“Ó patria amada, idolatrada, salve, salve”
“Nem teme quem te adora a própria morte?”
Quem dera fosse assim o brasileiro;
Melhor que ser deixado à própria sorte.

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