Poesia

Hoje é dia / de poesia / não dissera / quem diria?

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Flor

Flor

Flor
Tão suave
Tão frágil
Se alterna
Efêmera
E terna

Flor
No vento
É perfume
Direção
Ao sol é
Cor ação

Flor
Ao vento
As pétalas
Se vão
Mãe luz
Pai chão

Fotopoesia

Fotopoesia

Tu quedas-te imóvel
Sublime e eterna
Como num momento
Os olhos abertos
Não piscam, contemplam
A ausência do tempo
Na cor e na forma
E todo o universo
Numa plana folha
Tudo se resume
Aos olhos que brilham
Inertes, eternos,
À luz dos meus olhos;
Gravaste essa foto
Mas em movimento
No meu coração.

Cirrocumulus

Cirrocumulus

As nuvens se espalham
No céu azulado.
É como a espuma
Do mar lá na praia
Cobrindo a areia;
Cobrindo o espaço
As faixas de branco
Num manto azulado
Nata da luz pura
Que nutre e alimenta
A vida e a poesia;
Doce brincadeira
Em plena alegria
Do Deus Criador.
Assim é que habitas
O meu pensamento;
A luz amplificas
E cobres minhas dores
Com luz e doçura,
Pureza e amor.

Hiroshima

Há sessenta anos, no dia 06 de Agosto de 1945, a primeira bomba atômica foi lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Como lembrança e homenagem, fiz este pequeno poema, inspirado na imagem abaixo.

Sombra atômica

Brilho de um pequeno sol,
Na terra do sol nascente,
Forças primais da natureza
Despertadas à voz do homem;

Negação da existência, em prol
Da luz intensiva e premente:
A prova maior da vileza
À lembrança daqueles que somem.

No “haja luz” do Santo Deus,
criação, vida e amor;
No “haja luz” do homem “deus”,
destruição, morte… e terror.

Essa “luz”, da humanidade
A perversão assim revela;
Afortunado dono dessa sombra — a sombra atômica!
Porque não vive à sombra dela.