Isabella
O ar acolheu o seu choro,
O vento secou suas lágrimas.
E enquanto voava
A menina lembrava
De sua pequena história
Sem glória, tão perto do fim.
E voa a menina,
Tal como uma folha
Levada ao vento,
Caindo no outono
De um Março qualquer.
Já não lhe doíam as feridas
Nem mesmo a lembrança
De ser só criança
Num mundo ruim.
E quando aterrisa
A brisa, ferida,
Pára de soprar;
Só sobram os gritos,
Rugidos, sirenes,
Só resta a lembrança
Do mundo criança
Num mundo sem glória,
Sem história,
Carente
De amor
E de paz.
Sem palavras…
“Horror
Com os seus OO de espanto, seus RR guturais, seu hirto H, HORROR
é uma palavra de cabelos em pé, assustada da própria significação.”
Mário Quintana
Só os poetas para fazerem com que o “horror” possa virar poesia…
parabéns é linda!