28 de March de 2007
Haikai de Outono
Sopra o vento
Ouve-se um ruído:
As folhas mortas
A palavra mais linda e mais pura
É a que se intui, não a dita:
Pois que sem ruído é bonita,
Perfeita, ideal, sem mistura.
Pois sem os limites audíveis
É um sentimento intocado;
Que assim se propaga, calado,
Capaz de façanhas incríveis;
Pois nada é tão bom para a alma,
Nem fala tão perfeitamente,
Nem toca o mais fundo do peito;
É a brisa mais doce e mais calma
Que não se escuta, se sente;
Perfeita em forma e em efeito.
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Procura-se a frase perfeita,
Ápice da poesia.
Ideal inalcançável!
Pois só a vislumbro
No silêncio.
Mulher:
Criatura estranha
Que sangra
Que chora
Que encanta ao falar.
Mulher:
Poesia encarnada
Que canta
Que dança
Que voa ao sonhar.
Mulher:
Eterno mistério
Que incita
Que excita
Nem tento explicar.
Mulher:
Não só
Em um dia
Mas em todo o tempo
Segundo a segundo:
É sonho
Beleza
E luar.