O outro Jonas
A fina e vital superfície
Rompeu-se com grande tumulto
À entrada do intruso insolente;
Um homem, vivente da terra,
Se põe a invadir nosso mundo!
O corpo que treme e que luta
Por ar, por ajuda, vê a vida
Tentando escapar por seus olhos;
E enfim, já vencido da água,
Põe o derradeiro suspiro
Em bolha singela e azulada,
Qual peça da mais fina arte;
Que o homem saiu do seu mundo,
Entrando insolente no nosso;
Agora adentra outro mundo
Do qual desde sempre fez parte.