Se sistemas operacionais fossem companhias aéreas…

12 de March de 2007 (postado por Roberto)

(se você souber inglês, fique à vontade para ler o original)

UNIX Airways

Cada passageiro traz uma ou mais peças do avião quando vai ao aeroporto. Todos então vão para a pista e começam a montar o avião, peça por peça, discutindo sem parar sobre o tipo de avião que eles deveriam estar construindo.

Air DOS

Todos empurram o avião até ele planar, e então pulam no avião e o deixam planar até ele cair no chão. Aí eles empurram de novo, pulam de novo, e assim em diante…

Mac Airlines

Os comissários de bordo, pilotos, e pessoal de atendimento são exatamente iguais. Toda vez que você pergunta algo detalhado, você é gentil mas firmemente informado que você não precisa saber, não quer saber, e que tudo vai ser feito corretamente pra você sem você jamais precisar saber dos detalhes, “portanto cale a boca”.

Windows Air

O terminal de embarque é bonito e colorido, com comissários de bordo simpáticos, check-in e embarque simples, e uma decolagem tranquila. Depois de uns 10 minutos no ar, o avião explode sem qualquer aviso.

Windows NT Air

Praticamente igual à Windows Air, mas é mais cara, usa aviões bem maiores, e destrói todas as outras aeronaves num raio de 60 quilômetros quando explode.

Windows XP Air

Você chega ao aeroporto, que tem um contrato que só permite pousos e decolagens de aviões da XP Air. Todas as aeronaves são idênticas, reluzentes e coloridas, e três vezes maiores do que precisavam ser. A sinalização é enorme, e tudo aponta para o mesmo lugar. Pra onde quer que você vá, aparece alguém vestido com uma capa e um chapéu pontudo insistindo para que você o siga. Sua bagagem e roupas são tiradas e substituídas por um terno XP Air e uma mala padronizada, iguais às de todo mundo ao redor, já que isso é incluído no preço exorbitante da passagem. A aeronave não decola até você assinar um contrato. O filme exibido a bordo é um desenho do Mickey Mouse repetido inúmeras vezes. Você tem que ligar pro seu agente de viagens antes de poder comer ou beber qualquer coisa a bordo. Você é revistado em intervalos regulares durante o vôo. Se você vai ao banheiro duas vezes ou mais, você tem que pagar outra passagem. Seja qual for o destino que você queria, você sempre fará um pouso forçado em Whistler, no Canadá.

OS X Air:

Você entra num terminal branco, e tudo que você vê é uma mulher sentada num canto atrás de uma mesa branca. Você vai até lá para pegar sua passagem. Ela sorri e diz “Bemvindo à OS X Air, por favor, permita-nos tirar uma foto de você”, exatamente quando uma câmera na parede (que você nem tinha percebido) tira uma foto sua. “Obrigada, aqui está sua passagem”. Você recebe um ticket minúsculo com sua foto no topo. A passagem já tem todas as informações necessárias sobre você. Uma porta abre à sua direita e você passa por ela. Você entra num espaço amplo com um assento no meio. Você se senta, ouve música e vê filmes até o final do vôo. Você não vê nenhum outro passageiro em nenhum momento. Você então aterrisa, sai do avião, e diz para si mesmo “uau, isso foi bem legal, mas eu sinto como se faltasse alguma coisa”.

Windows Vista Airlines:

Você entra num terminal bonito, com os maiores aviões que você já viu. A cada 3 metros um oficial de segurança aparece e pergunta se você tem certeza que você quer continuar andando para o seu avião, e pergunta se você quer cancelar. Como você não sabe o que “cancelar” faria nesse caso, você continua andando para o avião e pergunta ao agente do terminal porque os aviões são tão grandes. Depois do oficial de segurança perguntar se você tem certeza que quer perguntar isso, e que quer ouvir a resposta, o agente responde que eles são maiores porque isso faz com que os clientes se sintam melhor, mas que os aviões são projetados para voar duas vezes mais devagar. Aumentar o tamanho ajudou a atingir esse objetivo, de fazer o avião voar mais devagar.

Uma vez no avião, cada passageiro é questionado individualmente pelos comissários de bordo se eles têm certeza de que querem voar nesse vôo. Então, por ser regra da companhia, o piloto pergunta a mesma coisa aos passageiros, desta vez coletivamente. Após responder sim a tantas questões, você recebe um soco na cara, dado por um estranho que perguntou “você tem certeza que quer que eu te dê um soco na cara? Cancelar ou Permitir?”, a que você instintivamente respondeu “permitir”.

Depois da decolagem, os pilotos percebem que o driver do trem de pouso não foi atualizado para funcionar com o novo avião, e por isso está preso na posição estendida. Isso força o avião a voar ainda mais devagar, mas os pilotos já estão acostumados e continuam voando com os aviões assim, na esperança de que o fabricante do trem de pouso atualize logo os drivers.

Você chega ao seu destino desejando ter usado suas milhas na XP Air, ao invés de experimentar essa nova linha aérea. Um amigo seu, depois de ouvir sua história, menciona que a Linux Air é uma alternativa muito melhor.

Linux Air

Funcionários descontentes de todas as outras linhas aéreas decidem criar sua própria linha aérea. Eles montam os aviões, emissores de passagens, e pavimentam eles mesmos as pistas de pouso e decolagem. Eles cobram uma taxa pequena para cobrir o custo de imprimir a passagem, mas você também pode baixar e imprimir a passagem você mesmo.

Quando você vai embarcar, você recebe um assento, quatro parafusos, uma chave de boca e uma cópia do assento-HOWTO.html. Uma vez montado, o assento é completamente ajustável, e bastante confortável. O avião decola e pousa no horário programado, sem um só problema, e o serviço de bordo é fantástico. Você tenta compartilhar a sua ótima experiência com os clientes de outras companhias aéreas, mas tudo o que eles dizem é “você teve que fazer o quê com o assento?”

Absolutamente sensacional!

16 de February de 2007 (postado por Roberto)

Nem vou falar o que é pra não estragar a surpresa. Só dou uma dica: “Minority Report”.

Vídeo

Onde eu compro um desse pra mim?

Aquecimento global?

2 de February de 2007 (postado por Roberto)

Por mais que os geeks tendam a não ser tão sociáveis quanto seres humanos normais, isso não quer dizer que eles não sejam sensíveis a questões de interesse mundial. O aquecimento global, por exemplo, é uma questão que afeta a todos — até porque a maioria dos geeks não gosta muito de calor, exceto talvez o da placa de vídeo top de linha, novinha, pra jogar aquele jogo sensacional…

Ãnnn…

Bom, de qualquer forma, os geeks politicamente corretos e socialmente responsáveis agora têm uma maneira de protestar, e mostrar sua preocupação — de uma maneira altamente geek, claro:

Uma caneca.

Não é qualquer caneca, claro. Preste atenção nas animações no link acima e verá que é uma caneca tecnologicamente avançada, capaz de mudar o mundo — desde que você beba algo quente nela! ;)

Onde encomendo a minha?

Geeks no Halloween!

29 de January de 2007 (postado por Roberto)

Geeks também atacam no Halloween. Claro que eles não dizem coisas como “doces ou travessuras”, mas referências obscuras a séries de ficção científica ou fatos poucos conhecidos do mundo da computação. E, além disso, ainda inventam enfeites criativos como esta lanterna.

(Claro, se você não é um geek, pode ser que você não saiba o que é um Cylon. Mas não tema, você pode descobrir na Wikipedia.)

Agora é sair procurando um NE555 antes de 31 de outubro… :)

EULA com senso de humor

26 de January de 2007 (postado por Roberto)

O texto abaixo consta da licença de uso (EULA) do leitor RSS Alertbear. Pessoalmente, não uso esse leitor (uso apenas o excelente plugin do Firefox chamado Sage), mas esse trecho da licença de uso é genial.

NOTE: No warranties, either express or implied, are hereby given. All software is supplied as is, without guarantee. The user assumes all responsibility for damages resulting from the use of this software, including, but not limited to, frustration, disgust, system abends, disk head-crashes, general malfeasance, floods, fires, shark attack, nerve gas, locust infestation, cyclones, hurricanes, tsunamis, local electromagnetic disruptions, hydraulic brake system failure, invasion, hashing collisions, normal wear and tear of friction surfaces, comic radiation, inadvertent destruction of sensitive electronic components, windstorms, the Riders of Nazgul, infuriated chickens, malfunctioning mechanical or electrical sexual devices, premature activation of the distant early warning system, peasant uprisings, halitosis, artillery bombardment, explosions, cave-ins, and/or frogs falling from the sky.

Ué, cadê o geek?

22 de January de 2007 (postado por Roberto)

Calma, tô por aqui ainda…

É que tenho estado muito ocupado com várias atividades, algumas das quais certamente virarão “notícia” neste blog. É que o final do ano teve algumas boas mudanças, e alguns excelentes jogos, com os quais tenho gastado o tempo que gastaria com o blog… ;)

Em breve, no entanto, devo voltar a postar aqui. Falta pouco!

Um sonho possível…

25 de October de 2006 (postado por Roberto)

Atendendo ao pedido do amigo Léo, no seu blog Indizível, resolvi colocar aqui um sonho possível — aquele que ainda é um sonho, mas que com esforço, perseverança, e um pouco de sorte, pode de fato se tornar realidade. Curiosamente, meu sonho possível não é nem um pouco geek:

Publicar pelo menos um livro.

É, eu sei. Comum, né? Nem tanto, porque de nada vale publicar um livro que ninguém venha a ler; gostaria de publicar um livro que fosse lido, lembrado, até recomendado — e que até, quem sabe, me desse a oportunidade de uma outra carreira, menos geek, é verdade, mas que talvez me proporcionasse uma melhor qualidade de vida.

Melhor parar por aqui, porque já comecei a divagar. Mas, se você quiser atestar se esse meu sonho é possível ou não, nada melhor do que conferir as poesias que escrevo em outro blog. Qualquer comentário positivo certamente ajudará esse meu sonho a se tornar um pouquinho mais possível. ;-)

Ah, em tempo: não deixe de visitar o post original do “Projeto Sonho Possível” no Indizível.

The Geek Code

22 de October de 2006 (postado por Roberto)

Os geeks, por serem um grupo relativamente pequeno na população mundial, têm sua própria linguagem (ou, antes, linguagens, já que são várias, como C, Assembly, Logo e LOA — Linguagem Orientada a Acrônimos); e possuem também diversas formas de se identificarem, como andarem sempre com um D20, ou reconhecerem falas obscuras de filmes “cult” no meio geek (como algum da série Guerra nas Estrelas, ou Matrix).

Há vários anos, entretanto, foi criada uma maneira revolucionária dos geeks não só se identificarem como tal, mas se definirem de uma forma sucinta e imediatamente reconhecível a outros geeks, na forma de um código críptico e estranho, chamado de Geek Code.

Nenhum blog geek seria completo sem o Geek Code do autor, razão pela qual o posto abaixo:

-----BEGIN GEEK CODE BLOCK-----
Version: 3.12
GAT d(-) s++:+ a C++ UB++(+++)L++(+++) P--- L+(++) E--- W++(+++) N+(++) !o K? w++(+++) O-() !M !V PS PE(+) Y(+) !PGP t+@ 5++ X+ R(+) tv b+ DI+++ D++ G e++>++++ h--- r+++ y?
------END GEEK CODE BLOCK------

(se você não entendeu nada, consulte o decodificador)

Saudações geeks!

Ué, cadê…?

21 de August de 2006 (postado por Roberto)

Calma, pessoal, não esqueci do blog não… estou preparando mais algum material para breve - incluindo jogos 4X, jogos de tiro em que você não deve atirar (!), e a Segunda Guerra Mundial na visão de alguns excelentes jogos para PC. Quem sabe até mais alguns comentários sobre filmes…

Até lá!

Matrix: da ascensão à queda

19 de June de 2006 (postado por Roberto)

Em 1999, um filme se destacou entre os muitos lançados na mesma época. A história não era completamente inovadora, ainda que boa; a estética também não era inédita, tendo sido utilizada em outros lugares antes. Entretanto, o filme combinava essas características de uma forma magistral, a ponto de marcar seu nome na história do cinema contemporâneo. Eu estou falando, é claro, de Matrix.

(”Disclaimer”: se você não viu todos os filmes, não continue lendo, já que este artigo contém “spoilers”. Se mesmo assim quiser ler, não reclame depois sobre eu ter “estragado a surpresa”, ok?)

(Continua…) »