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	<title>Biblog</title>
	<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog</link>
	<description>um blog sobre a Bíblia e a vida cristã cotidiana</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:16:16 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Sede de Justiça</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog/2008/06/25/sede-de-justica/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 22:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Palestras em áudio</category>
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		<description><![CDATA[Este ano (2008), durante o Carnaval, eu tive a oportunidade de novamente falar no acampamento da IPBSB, desta vez sobre o tema &#8220;Sede de Justiça&#8221;. Foram quatro pregações, em quatro dias, que você pode conferir no link abaixo:
http://www.esnips.com/web/SedeDeJustica2008
O áudio do primeiro dia está ruim, mas dá pra entender o bastante. O áudio nos outros dias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano (2008), durante o Carnaval, eu tive a oportunidade de novamente falar no acampamento da IPBSB, desta vez sobre o tema &#8220;Sede de Justiça&#8221;. Foram quatro pregações, em quatro dias, que você pode conferir no link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.esnips.com/web/SedeDeJustica2008">http://www.esnips.com/web/SedeDeJustica2008</a></p>
<p>O áudio do primeiro dia está ruim, mas dá pra entender o bastante. O áudio nos outros dias está bem melhor; entretanto, a pregação do quarto dia pode ficar um pouco confusa porque houve vários momentos de perguntas e comentários feitos pelos presentes &#8212; que, infelizmente, por causa da maneira como a gravação foi feita, não foram gravados. Assim, há aparentes &#8220;pausas&#8221; aqui e ali, mas acredito que mesmo assim dá pra entender a idéia geral sem problemas.</p>
<p>Fiquem à vontade para comentar neste post &#8212; incluindo eventuais problemas para escutar as pregações, ou fazer download dos arquivos, ou dúvidas sobre o conteúdo.</p>
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		<title>Libertos</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog/2008/02/12/libertos/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 20:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Palestras em áudio</category>
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		<description><![CDATA[No Carnaval de 2007, eu tive o privilégio de falar no acampamento da IPBSB, com o tema &#8220;Libertos&#8221;. Eu falei todas as manhãs (4 no total), e o Júnior, editor do site Crer é Também Pensar, falou às noites.
As palestras foram gravadas em áudio, e estão agora disponíveis no link abaixo:
http://www.esnips.com/web/Libertos2007
O áudio está um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Carnaval de 2007, eu tive o privilégio de falar no acampamento da IPBSB, com o tema &#8220;Libertos&#8221;. Eu falei todas as manhãs (4 no total), e o Júnior, editor do site <a href="http://www.crerepensar.com.br/">Crer é Também Pensar</a>, falou às noites.</p>
<p>As palestras foram gravadas em áudio, e estão agora disponíveis no link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.esnips.com/web/Libertos2007">http://www.esnips.com/web/Libertos2007</a></p>
<p>O áudio está um pouco ruim, mas espero que dê pra entender o bastante &#8212; e que as palestras sirvam para reflexão e edificação de todos quantos ouvirem. Em breve espero também disponibilizar as palestras do acampamento de Carnaval de 2008, com o tema &#8220;Sede de Justiça&#8221;.
</p>
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		<title>Ano Novo&#8230;</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog/2008/01/04/ano-novo/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 22:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Reflexões</category>
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		<description><![CDATA[Conheço muitos cristãos (e não-cristãos) que acham que toda a importância dada à &#8220;virada do ano&#8221; é bobagem. Eu mesmo pensei dessa forma por muito tempo, já que, para os efeitos práticos da nossa vida cotidiana, é só a passagem de mais um dia, dos 365 que temos em cada ano.
Entretanto, pensando assim, a virada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheço muitos cristãos (e não-cristãos) que acham que toda a importância dada à &#8220;virada do ano&#8221; é bobagem. Eu mesmo pensei dessa forma por muito tempo, já que, para os efeitos práticos da nossa vida cotidiana, é só a passagem de mais um dia, dos 365 que temos em cada ano.</p>
<p>Entretanto, pensando assim, a virada de cada dia também é irrelevante. Ou do mês. Ou de qualquer outro ciclo reconhecível, como estações, ou horas. E, se isso acontece, o que sobra é tão somente o tempo &#8212; e a virada de horas, minutos, segundos se perde; e de repente&#8230; o tempo passa, mas não podemos mais medi-lo.</p>
<p>Então percebemos que Deus criou não só o tempo, mas colocou, dentro do tempo, uma série de ciclos. Desde os primeiros momentos da criação há um ciclo determinado (&#8221;tarde e manhã, o ____ dia&#8221;). E os ciclos são importantes pois nos permitem medir algo potencialmente infinito e, de outra forma, imperceptível - o tempo - em pequenas parcelas finitas, perceptíveis, e mensuráveis; permitem ligar nossa percepção finita ao infinito e eterno, pela repetição constante de ciclos limitados.</p>
<p>No quarto dia da criação, Deus estabeleceu os astros &#8212; Sol, Lua, e Estrelas &#8212; que foram, por séculos, o padrão de medida desses tempos e ciclos: o Sol medindo os dias (e anos), a Lua medindo os meses (e anos), e as estrelas medindo os anos. E é de ciclo em ciclo que percebemos a passagem do tempo, de ciclo em ciclo medimos nossa própria vida; e de ciclo em ciclo Deus renova sobre nós sua graça e misericórdia (&#8221;renova-se cada manhã&#8221;, diz o profeta).</p>
<p>Por tudo isso, não sou mais avesso aos ciclos, ao contrário; vejo em todos eles &#8212; pequenos como um segundo, grandes como um ano &#8212; o renovar da misericórdia de Deus, a graça dEle em manifestar em algo finito a amplidão de Sua eternidade - ainda que, para Ele, os ciclos se confundam em um só tempo, chamado Hoje, pois pra Deus tudo é Hoje; e para Ele um dia equivale a mil anos, mil anos a um dia, e um momento vale uma eternidade, e uma eternidade se resume num momento.</p>
<p>Mais interessante ainda é que Deus, por um breve tempo, conheceu subjetivamente tais ciclos, quando encarnou em Cristo. Jesus viu o sol nascer e se pôr, dormiu e acordou dia a dia; viu semanas, meses e anos passarem enquanto crescia, e muitas Páscoas (um evento anual); e viu muitos sacrifícios anuais pelo pecado de Israel nos trinta e poucos anos da sua vida, até aquele dia em que efemeridade e eternidade se fundiram, aquele momento singular que encerrou em si todas as Páscoas e todos os sacrifícios de todos os anos da história, e os superou a todos &#8212; aquele momento em que o Eterno expirou, numa cruz, por nós, praticamente aos quatorze dias do primeiro mês &#8212; e que nos permite entrar na mesma eternidade, sem deixarmos os ciclos que conseguimos perceber, de forma que possamos dizer que um dia em Sua presença vale mais que mil em qualquer outro lugar, ou em qualquer outro tempo.</p>
<p>Sim, é um novo ano. Mais um ciclo se encerra, mais um começa. É uma virada sim, e há várias dessas na própria Bíblia &#8212; no fim do dilúvio, no Êxodo, na inauguração do templo de Salomão, na reconstrução anos depois&#8230; E o tempo passa, e com ele permanece sobre nós a longanimidade e misericórdia de Deus, e a certeza de que, enquanto existir a Terra como a conhecemos, tais ciclos se repetirão; e que, de ciclo em ciclo, ele estará conosco, até que os séculos se esgotem, até que o tempo morra, e estejamos com Ele, sem ciclos, mas eternamente; sem tempo, mas para sempre.</p>
<p>A todos os leitores do Biblog, meus votos de um feliz 2008, cheio de Deus, e da vivência cotidiana do Evangelho eterno, em todo o tempo &#8212; e que reconheçamos, em cada grande ou pequeno ciclo deste ano, a graça e a bondade de Deus sobre nós.
</p>
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		<title>Por um Evangelho mais humano</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog/2007/11/30/por-um-evangelho-mais-humano/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 21:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Reflexões</category>
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		<description><![CDATA[Uma coisa que tem me incomodado muito, recentemente (e que, pra ser sincero, me incomoda já há muito tempo, embora não com a intensidade que incomoda agora), é a visão &#8220;sobrenatural&#8221; e &#8220;sobre-humana&#8221; do Evangelho, que é comum nos nossos dias.
Com isso não estou dizendo que o sobrenatural não faça parte do Evangelho &#8212; claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que tem me incomodado muito, recentemente (e que, pra ser sincero, me incomoda já há muito tempo, embora não com a intensidade que incomoda agora), é a visão &#8220;sobrenatural&#8221; e &#8220;sobre-humana&#8221; do Evangelho, que é comum nos nossos dias.</p>
<p>Com isso não estou dizendo que o sobrenatural não faça parte do Evangelho &#8212; claro que não. Como poderia afirmar algo assim, se o nosso nascimento para o Evangelho &#8212; não da carne, nem do sangue, mas do Espírito &#8212; é absolutamente sobrenatural? Não é disso que falo aqui.</p>
<p>Falo é da tendência (nem sempre explícita ou consciente) que vejo, em muitos que &#8220;crêem&#8221;, de acreditarem que viver o Evangelho é essencialmente deixar de ser humano. De achar que ser humano faz parte do &#8220;velho homem&#8221;, que aquele que crê não pode ser derrotado, nem se achar em fraqueza, nem ser tentado, nem experimentar a dor, o fracasso, a frustração, o cansaço &#8212; em suma, achar que crer é estar livre de ser humano.</p>
<p>A Bíblia, entretanto, conta uma história muito diferente. Todos os &#8220;heróis&#8221; da Bíblia são intensamente humanos, e quase todos têm defeitos graves e falhas de caráter. Eles sofrem, choram, riem e festejam; enganam, são enganados, pecam, se arrependem, entendem, falham em entender&#8230; de Adão até Paulo, passando por tantas outras personagens, o que se vê é um desfilar de figuras humanas, tão humanas que qualquer de nós pode se identificar com elas, com todas as nossas falhas e mazelas, e nisso vermos que o Deus com o qual cada uma delas se relacionou pode também se relacionar conosco, receber-nos tal como somos, e transformar cada um de nós em pessoas melhores &#8212; sem que deixemos de ser humanos.</p>
<p>Entretanto, é surpreendente ver como isso parece invisível a tantos que dizem crer em Deus. Há, assim, os que vivem seus dias no &#8220;reino do espírito&#8221;, se achando melhores que os que são &#8220;do mundo&#8221;; acham que merecem tudo que lhes é desejável e apreciável, que suas vontades devem ser satisfeitas, que eles podem mover o mundo visível e invisível segundo os seus desejos &#8212; fazendo, de si mesmos, não homens, mas deuses e semideuses.</p>
<p>Há também os que vêem o Evangelho como um ideal de perfeição potencialmente e teoricamente atingível; e se esforçam por buscar esse ideal, experimentando um fracasso que não conseguem aceitar; e aí surgem as máscaras (para que pareçam ser perfeitos para os outros &#8220;perfeitos&#8221;), os conflitos internos, as neuroses e culpas, as esquizofrenias induzidas, as regras auto-impostas; o rigor ascético irrefletido, a valorização de usos e costumes, a negação de pecados, os rituais e as mentiras constantes para afogar seu verdadeiro eu na prisão de si mesmo&#8230; até explodir na hipocrisia assassina, ou na libertinagem derivada de pulsões alimentadas e &#8220;sublimadas&#8221; em rituais vazios e palavras mágicas&#8230;</p>
<p>Ambos os grupos, entretanto, negam o cerne do Evangelho, e mesmo se opõem a ele; pois, de homens, querem se tornar deuses; enquanto que o Evangelho nos fala tão somente de um Deus que se fez homem. E esse homem teve fome, sede, chorou, alegrou-se; descansou quando se sentiu cansado, angustiou-se, desabafou, sentiu dor no corpo e na alma; viveu e morreu&#8230; e mesmo depois de ressurreto, comeu um peixinho com os discípulos; e levou consigo, pela eternidade, as marcas de um homem crucificado &#8212; homem esse que, ainda homem, é mediador entre Deus e os homens, e capaz de socorrer em tudo aos que são tentados, já que foi tentado como eles&#8230;</p>
<p>É hora (e já passou) de um Evangelho humano, tanto quanto o Senhor o foi - sem ser &#8220;humanista&#8221;. Um Evangelho que reconheça tudo que é característico do ser humano, à luz daquele Homem perfeito; que, ao fazer com que nos reconheçamos humanos, nos faz humanos, e capazes de ter compaixão, de pedir perdão, de errar, de tentar acertar; de amar o próximo, humano, como a nós mesmos, humanos que somos; de não nos acharmos melhores do que os outros, ou maiores do que a natureza da qual fazemos parte; de não nos guiarmos pelos nossos desejos e pulsões, mas deles usarmos com moderação e sabedoria; de dependermos em tudo da graça de Deus, de nos alegrarmos com as coisas pequenas e grandes, de atentarmos para os dias maus (que serão muitos), de vivenciarmos os &#8220;acasos&#8221; a que todos nós, seres humanos, estamos sujeitos - sabendo, porém, vislumbrar a graça e a misericórdia de Deus em cada um deles, sabedores de que Ele nos conhece e nos entende porque se fez um de nós, e porque nos fez a todos; e não nos fez anjos, ou deuses, mas simplesmente seres humanos. Um Evangelho que não cria uma geração de super-homens, mas só gente, e gente boa de Deus.</p>
<p>É hora de redescobrir esse Evangelho, porque é esse o Evangelho desde o princípio, pelo qual tantos homens limitados e falhos foram salvos - e pelo qual nós podemos ser salvos, também, de todas as nossas pretensões sobre-humanas e sobrenaturais, para experimentar, na nossa humanidade, a transcendência de Deus; e na nossa fraqueza e efemeridade, vermos aperfeiçoado o poder eterno de Deus; e, reconhecendo-nos vasos de barro, valorizarmos, barro que somos, o brilho do verdadeiro e precioso tesouro em nós.
</p>
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		<title>Clareza</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog/2007/08/10/clareza/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 23:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Reflexões</category>
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		<description><![CDATA[Quando eu tinha 17 anos, ocorreu algo extraordinário comigo. Eu havia me convertido anos antes, sido batizado, etc. Mas o Evangelho sempre me parecia algo &#8220;externo&#8221;, inatingível; e as &#8220;coisas espirituais&#8221; encontravam em mim um conhecimento objetivo &#8212; até bem estruturado &#8212; mas com pouco reflexo no meu ser, na pessoa que eu era. Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu tinha 17 anos, ocorreu algo extraordinário comigo. Eu havia me convertido anos antes, sido batizado, etc. Mas o Evangelho sempre me parecia algo &#8220;externo&#8221;, inatingível; e as &#8220;coisas espirituais&#8221; encontravam em mim um conhecimento objetivo &#8212; até bem estruturado &#8212; mas com pouco reflexo no meu ser, na pessoa que eu era. Depois de alguns anos afastado da comunhão da igreja, eu havia voltado para a minha cidade natal. Era um momento interessante pra mim, pois era novo, e, ao mesmo tempo, bastante familiar.</p>
<p>Um dia eu estava sozinho em casa, de férias. A janela do meu quarto, num modesto mas bonito apartamento no oitavo andar de um prédio bem alto, permitia ver a quase totalidade da cidade, a serra ao fundo, e o céu.</p>
<p>Ao olhar pro céu, fui invadido por uma sensação nova, mas estranhamente familiar. Era uma sensação de amplitude tão absurda, que fazia com que eu me sentisse como nada. Fui tomado por uma sensação de clareza, como se tudo subitamente fizesse sentido.</p>
<p><strong>&#8220;Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?&#8221;</strong> (Salmos 8:3-4)</p>
<p>Ajoelhei-me em minha cama e chorei, enquanto contemplava o céu, e, mais ainda, Aquele que o criou. Não O via, mas na clareza que experimentei, eu O percebia claramente, ao mesmo tempo oculto e revelado no céu que criara.</p>
<p>Naquele dia li a maior parte do Novo Testamento (que já havia lido antes). Desta vez, entretanto, a leitura foi diferente. Não era mais algo objetivo, &#8220;fora de mim&#8221;, por assim dizer. Era algo que mexia com algo lá dentro, era algo novo, mas ao mesmo tempo intensamente familiar. Não que eu entendesse tudo do que lia (apesar de entender mais que antes), mas de alguma forma aquilo era parte de mim.</p>
<p>Já se vão muitos anos desde que isso aconteceu, mas percebo ainda em mim essa mesma sensação. Ela parece variar de intensidade, mas me acompanhou por todas as fases da minha vida, mesmo quando quis fazê-la calar. E momentos de clareza assim foram cruciais em muitos dos momentos mais críticos e decisivos da minha vida &#8212; incluindo o dia em que, num momento de clareza, reconheci, em uma moça simpática, a mulher linda que me completa até hoje.</p>
<p>Quem me conhece sabe que sou bastante racional, bastante &#8220;centrado&#8221;, e, até certo ponto, um tanto &#8220;teológico&#8221;. Sou também comumente cético a respeito de muitas coisas, particularmente aquelas atribuídas a Deus de forma arbitrária. Também penso que sentimentos e sensações são algo perigosíssimo, se não acompanhados pela mente racional e pela força de vontade, e submetidos à Verdade revelada nas Escrituras. Assim mesmo, não posso explicar o que sinto, nem negá-lo; apenas afirmar que tal &#8220;sensação&#8221; me guiou no aprendizado, na experiência e na vivência do Evangelho, segundo as Escrituras; e que tal sensação é parte do que eu sou, de quem eu sou. Amparado por essa clareza (presente até nas minhas dúvidas sinceras, até nas minhas incertezas), eu tenho descoberto verdades que nem sonhava conhecer, verdades para mim tão obviamente verdadeiras que são inegáveis, mesmo quando à primeira vista se opõem à lógica e à razão &#8212; para em seguida se harmonizarem de forma inacreditavelmente inesperada, e ainda assim, muito familiar.</p>
<p>Nem sei porque escrevo isto. Eu ia falar sobre ortodoxos, liberais, e as &#8220;diferenças teológicas&#8221; que testemunho há muito tempo &#8212; e as constantes contendas que delas surgem. Talvez seja porque é preciso antes expor de onde eu venho, e quem eu sou, por assim dizer, para só então poder falar do que vejo.</p>
<p>Fico por aqui, por ora. Minha oração, no entanto, é para que você, leitor, seja tomado da mesma clareza lúcida que experimentei e experimento até hoje &#8212; e que não é um transe místico, ou uma simples elaboração lógica, mas algo novo, e ao mesmo tempo, intensamente familiar &#8212; e que através dela você encontre a Palavra por trás da palavra, a pessoa de Cristo oculta e revelada em cada linha da Escritura, no azul do céu, e em cada átomo do Universo&#8230;</p>
<p><strong>&#8220;&#8230;porque nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e nEle subsistem todas as coisas; também Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nEle habitasse toda a plenitude&#8230;&#8221;</strong>  (Colossenses 1:16-19)
</p>
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		<item>
		<title>Cansado</title>
		<link>http://www.smalltalk.com.br/blogs/biblog/2007/06/14/cansado/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 00:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Reflexões</category>
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		<description><![CDATA[Estou cansado. Imensamente cansado.
Cansado do homem. Sim, cansado do ser humano. Cansado de vaidades, chocarrices, futilidades; cansado de egoísmos, de &#8220;vampirismos&#8221;; cansado do ego humano, em especial do ego evangélico, dos donos da verdade, dos lobos disfarçados de cordeiros; cansado dos muitos que se dizem cristãos, e que usam a Bíblia com maior ou menor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado. Imensamente cansado.</p>
<p>Cansado do homem. Sim, cansado do ser humano. Cansado de vaidades, chocarrices, futilidades; cansado de egoísmos, de &#8220;vampirismos&#8221;; cansado do ego humano, em especial do ego evangélico, dos donos da verdade, dos lobos disfarçados de cordeiros; cansado dos muitos que se dizem cristãos, e que usam a Bíblia com maior ou menor eficiência para adorar o próprio ventre; cansado dos &#8220;heréticos&#8221; e dos &#8220;apologetas&#8221;; cansado dos &#8220;fariseus&#8221;, &#8220;nazireus&#8221;, &#8220;profetas&#8221; e &#8220;extravagantes&#8221;; cansado dos hipócritas, que pregam a mentira como se fosse verdade &#8212; e também dos que pregam a verdade que não vivem, e são para si mesmos mentira. Cansado dessa raça humana, falida, da qual eu faço parte. E, portanto, cansado também de mim mesmo.</p>
<p>Este é um desabafo, sim. Desabafo necessário e perfeitamente aceitável, já que nem o Homem dos Homens se negou esse direito:</p>
<p><strong>&#8220;E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui.&#8221;</strong> (Mateus 17:17)</p>
<p>Ainda mais considerando que nem mesmo Deus está isento disso:</p>
<p><strong>&#8220;De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias &#8230; não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.&#8221;</strong> (Isaías 1:11-17)</p>
<p>Ah, quem dera o homem fosse como aquele Homem. Quem dera a iniqüidade e o ajuntamento solene nos causassem a mesma reação! Quem dera lutássemos contra a iniqüidade, não sendo injustos e preconceituosos, mas usando de justiça! Quem dera combatêssemos a opressão maligna, não com uma &#8220;opressão benigna&#8221;, mas quebrando a força da opressão nas mentes e corações dos oprimidos, para que, oprimidos ou não na sua carne, no espírito fossem sempre livres! Quem nos dera fazer justiça ao órfão e à viúva, ao invés de roubar-lhes as casas em nome do evangelho! Quem dera nos mantermos incontaminados do mundo, ao invés de sermos tão malignos quanto ele o é; ou até mais malignos, por nos acharmos melhores que ele!</p>
<p>Ah, quem me dera ver mais pessoas como Jesus foi. Ah, quem me dera ser como Ele foi! Quem me dera dizer tantas coisas, e fazer tantas coisas, às vezes aparentemente tão incongruentes, mas que se encontravam e harmonizavam no ser &#8212; muito mais do que no falar ou no fazer. &#8220;Eu sou&#8221;, disse Ele. Ele é. E porque é, é que Ele era e há de vir; porque é, Ele harmoniza em si a justiça e a misericórdia, a derrota e a vitória, a fraqueza e a força, o homem e Deus; Cristo é um rasgo de luz na história negra da humanidade.</p>
<p>Não somos tão &#8220;iluminados&#8221; quanto pensamos, enquanto nossa vida não refletir a luz dEle. Podemos até ser sacerdotes e levitas, mas não seremos como o samaritano enquanto não nos reconhecermos no homem ferido, à beira da estrada; enquanto não nos cansarmos de nós mesmos, enquanto não abrirmos mão de nós em nome daquEle que é, não amaremos ao próximo.</p>
<p>Chega do evangelho intelectual, que jamais transcende a fronteira do saber para o ser. Chega do evangelho pragmático, experimental, que não se molda no modelo de Cristo, ou do que dEle se revela nas Escrituras. Chega do evangelho que mata e transgride em nome de Deus, que ofende a criação e o Criador em nome da &#8220;verdade&#8221; que diz defender; chega da pretensão humana em achar-se melhor que a pura simplicidade da pessoa de Cristo.</p>
<p>Estou cansado, sim. E como estou. Mas quanto mais cansado estou, mais ouço o chamado deste que, mesmo cansado de nós, ainda assim se deu por nós; que, mesmo cansado de nós, se despiu de sua glória, para experimentar o pior que a humanidade tinha a oferecer - e que, mesmo à vista de tudo isso, ainda foi capaz de dizer:</p>
<p><strong>&#8220;Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.&#8221;</strong> (Mateus 11:28-30)
</p>
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		<title>&#8220;Tempo de calar&#8221;&#8230; no fim?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Feb 2007 13:41:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto</dc:creator>
		
	<category>Geral</category>
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		<description><![CDATA[Caros leitores,
Ando sumido, eu sei. É que tenho pensado e repensado muitas coisas, e quando tal acontece, é &#8220;tempo de calar&#8221;, e ouvir. Se eu falar, falarei do que não entendo; melhor que eu me cale e ouça as respostas dAquele que pode realmente respondê-las.
Além disso, gastei estes últimos dias pensando e estudando sobre liberdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores,</p>
<p>Ando sumido, eu sei. É que tenho pensado e repensado muitas coisas, e quando tal acontece, é &#8220;tempo de calar&#8221;, e ouvir. Se eu falar, falarei do que não entendo; melhor que eu me cale e ouça as respostas dAquele que pode realmente respondê-las.</p>
<p>Além disso, gastei estes últimos dias pensando e estudando sobre liberdade (até porque serei um dos preletores no <a href="http://www.ipbsbjovem.com.br/libertos/">acampamento de Carnaval</a> da igreja em que me congrego, e o tema é &#8220;libertos&#8221;); e espero logo estar apto a colocar aqui tudo que aprendi nesse período, e a compartilhar as coisas que me calaram por todo esse tempo.</p>
<p>Até lá, sinta-se livre pra rever os estudos e reflexões que aqui estão (que espero que o levem a meditar na Palavra de Deus, e a tudo conferir nela mesma); e, se puder, ore por mim, e pelo acampamento dos próximos dias.</p>
<p>Obrigado e até logo, se Deus quiser.</p>
<p>Roberto
</p>
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