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Os fundamentos: fé em Deus (3/7)

Tuesday, 12 de July de 2005

Continuando nosso estudo, vejamos o próximo rudimento: a fé em Deus. Muitos devem pensar que este é, provavelmente, o mais bem conhecido dos rudimentos, o que possivelmente se deve em grande parte ao conhecido texto abaixo:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Mas como funciona esse princípio da fé em Deus? O que ela significa, de forma a ser eficaz dessa forma? E por que ela é assim necessária? Se queremos entender, precisamos em primeiro lugar definir o que é fé:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.” (Hebreus 11:1)

A fé em Deus dirige-se para Ele, e nEle encontra seu pleno sentido; porque se é o fundamento das coisas que se esperam, em quem esperar senão nAquele que é a fonte da nossa esperança?

“Ó minha alma, espera silenciosa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.” (Salmos 62:5)

E como provar as coisas que não se vêem, senão confiando no Deus invisível?

“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.” (I Timóteo 1:17)

A fé em Deus é um rudimento tão importante porque na sua própria essência aponta para Deus. E porque é tão importante que o faça?

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6)

Esse é um texto bem conhecido. E ele nos diz porque a fé em Deus é tão necessária; não porque a fé, por si só, agrade a Deus, mas porque ela é a terceira coisa necessária para que nos aproximemos dele. Se eu disse que é a terceira, quais são as outras duas?

“Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” (Efésios 2:13)

“…quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Hebreus 9:14)

“Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa…” (Hebreus 10:19-22)

Temos três coisas então, necessárias para que nos aproximemos de Deus: Cristo, o arrependimento de obras mortas, e a fé em Deus. Não são estes os três primeiros fundamentos, os fundamentos “práticos” de Hebreus 6? Coincidência? Claro que não!

Assim, os três primeiros fundamentos dizem respeito a como nos aproximamos de Deus; dos três elementos fundamentais da vida cristã, a saber, o amor revelado em Cristo e derramado sobre nós, a esperança da mudança do nosso ser e da nossa adoção de filhos que começa no arrependimento de obras mortas (Romanos 8:23-25), e a fé em Deus, nas Suas promessas, na Sua obra, no Seu amor; e essas três coisas cooperam para nos salvar, sendo que a primeira é de todas a maior, princípio, meio e fim da nossa salvação: Cristo, e o amor de Deus revelado nele.

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” (I Coríntios 13:13)

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” (Romanos 1:16-17)