A paz de Deus
Sexta-feira, 27 de Maio de 2005“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mateus 10:34)
“Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33)
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27)
O Senhor Jesus falou todos os textos acima. Assim, ainda que tenha dito que sua vinda traria conflito, ele nos promete paz, não segundo o mundo, mas segundo ele mesmo. Mas que tipo de paz será essa?
O dicionário define paz como ausência de conflito, tranquilidade, descanso. Como, então, podemos ter paz, se o Senhor prometeu conflito? Como teremos tranquilidade, se teremos tribulações? Como acharemos descanso, se lutamos pela fé em meio a tudo isso? Como podemos ter paz assim?
O apóstolo Paulo testifica a esse respeito:
“…senão o que o Espírito Santo me testifica, de cidade em cidade, dizendo que me esperam prisões e tribulações.” (Atos 20:23)
“…para que ninguém seja abalado por estas tribulações; porque vós mesmo sabeis que para isto fomos destinados; pois, quando estávamos ainda convosco, de antemão vos declarávamos que havíamos de padecer tribulações, como sucedeu, e vós o sabeis.” (I Tessalonicenses 3:3-4)
Alguém poderia argumentar que é uma paz espiritual. Mas, se é assim, como podemos ter paz se espiritualmente há um conflito dentro de nós mesmos?
“Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5:17)
E também ao nosso redor?
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.” (Efésios 6:11-13)
Como entender então a paz que Cristo nos promete? A resposta é mais simples do que parece: a paz de Deus é a paz com Deus, conquistada pela obra redentora do Senhor Jesus.
“Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo…” (Romanos 5:1)
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.” (Efésios 2:14-18)
“Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis…” (Colossenses 1:17-22)
Toda paz do mundo é temporária, mas a paz com Deus é eterna. Por isso a paz que o Senhor Jesus nos dá é diferente da do mundo, e por isso podemos ter essa paz mesmo em meio ao conflito, natural ou espiritual, ao nosso redor, ou em nós; uma vez achados em Cristo, uma vez que cremos nele, temos paz com Deus, para sempre, em toda circunstância. Se somos atribulados, perseguidos, ou se há guerra dentro de nós ou ao nosso redor, isso não muda o fato de que temos paz com Deus, por Jesus Cristo. Nessa esperança podemos deixar de lado nossa ansiedade:
“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7)
E esperar, em paz, no amor de Deus, revelado em Cristo.
“Quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:35-39)