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A riqueza segundo Deus

Segunda-feira, 23 de Maio de 2005

“Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.” (Lucas 12:21)

Desde tempos imemoriais a riqueza é apreciada e desejada entre os homens. Hoje, mesmo entre os que se dizem cristãos, há uma grande busca por riqueza e prosperidade, como se fossem bençãos garantidas de Deus. Mesmo supondo que isso seja verdade, será que é essa a riqueza segundo Deus? Se for, como se explica o texto abaixo?

“Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus.” (Provérbios 30:8-9)

Pelo que a palavra também diz:

“Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13:5)

Como pode o desejo por riquezas ser conciliado com uma vida isenta de ganância? Como podemos estar contentes com o que temos se desejamos o que não temos? A partir desses textos fica claro que a riqueza segundo Deus certamente não é a riqueza segundo o mundo. Isso, no entanto, não quer dizer que o Senhor não possa dar prosperidade material para alguns que nEle crêem - mas Ele o faz com um fim específico:

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida.” (I Timóteo 6:17-19)

Assim, o Espírito nos ensina a nos contentarmos com o que Deus nos dá; e, se Ele nos der em abundância, que usemos dessa graça para nos enriquecermos de boas obras, sendo liberais e generosos, não entesourando para nós mesmos, mas glorificando o Senhor. Quando entendemos isso, chegamos à mesma conclusão que Paulo:

“Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:11-13)

Precisamos entender que a riqueza segundo Deus não se encontra em qualquer riqueza de qualquer tipo, mas no próprio Deus, e no Seu Cristo:

“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6:19-21)

“…para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus - Cristo, no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” (Colossenses 2:2-3)

E se não pensarmos assim, Deus já nos exorta através de Paulo:

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro; e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” (I Timóteo 6:3-11)

Assim, encontremos nossa riqueza em Deus e no Seu Filho, pois essa é de fato a riqueza segundo Deus. E, se o Senhor nos tornar ricos também de bens materiais, que sejamos ricos antes em graça, generosidade, amor, e gratidão; que encontremos nossa riqueza, quer tenhamos falta ou abundância de bens materiais, no tesouro inesgotável da graça e amor do nosso Deus.

“Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.” (Apocalipse 3:17-18)