Arquivo para 12 de Maio de 2005

Graça sobre graça

Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. (…) Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” (João 1:14,16-17)

Ao ser revelado, Cristo trouxe consigo algo ainda de certa forma oculto, como ele próprio estava oculto no velho testamento; e esse algo é a graça. Graça é algo dado de graça, favor imerecido, dádiva plena. Em Cristo vemos a graça de Deus porque ele foi oferecido por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 8:5-10), sem merecimento algum de nossa parte. Assim entendemos que o que há de melhor na graça é que ela parte de Deus para nós, e não de nós para Deus.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

Não vem das nossas obras, porque se viesse, não seria graça:

“Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.” (Romanos 11:6)

Antes na graça achamos salvação - salvação do pecado, da morte, e de nós mesmos. Deus, na sua graça revelada em Cristo, não somente nos salva mediante a fé, mas na mesma fé nos capacita pela sua graça:

“Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.” (I Coríntios 15:10)

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra…” (II Coríntios 9:8)

Precisamos entender que a graça de Deus é plenamente suficiente. Não há nada que possamos fazer para cooperar com ela; resta a nós apenas experimentá-la pela fé, e esperar inteiramente na graça de Deus, sabendo que ela é o bastante:

“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo.” (I Pedro 1:13)

“…e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo.” (II Coríntios 12:9)

Assim, conscientes de que nada podemos fazer por Deus, entendemos que na nossa fraqueza o poder de Deus se revela, porque na nossa inabilidade de agradar a Deus e serví-lo, dependemos de Deus e da sua graça; e essa abunda para conosco, de forma que se torna nossa força:

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus…” (II Timóteo 2:1)

A graça revelada em Cristo é plena e suficiente, completa e de graça. Se Deus nos salva pela graça, também em nós efetua e completa a salvação pela graça, e assim experimentamos, em Cristo, graça sobre graça. A Bíblia, do primeiro ao último versículo, fala de Cristo; do primeiro ao último versículo, fala de graça. Esperemos, pois, na graça de Deus, e no Deus de toda a graça.

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer.” (I Pedro 5:10)

“A graça do Senhor Jesus seja com todos.” (Apocalipse 22:21 - último versículo da Bíblia)